Falar com a Nhoki
Crescimento comercial

Quanto custa um site para empresa e como o escolher

· 6 min de leitura

Quanto custa um site para empresa não tem uma resposta única: o custo depende do que o site tem de fazer, e por isso só se comparam propostas que partam do mesmo pedido escrito. Os factores que mais pesam são o número de páginas e de idiomas, o conteúdo que já existe, as ligações a outros sistemas, as funcionalidades e quem trata da manutenção depois de o site estar no ar.

A Nhoki não publica preços de sites, justamente porque o valor depende destes factores. Este artigo explica como cada um mexe no custo e como comparar propostas sem se deixar guiar apenas pelo total.

Porque duas propostas para «o mesmo site» diferem tanto

Quando uma empresa pede «um site» a dois fornecedores sem mais detalhe, recebe duas propostas para dois sites diferentes. Um incluiu a escrita dos textos e o outro não. Um liga o formulário ao CRM e o outro limita-se a enviar um email. Um cobre a manutenção e o outro termina a relação no dia em que o site entra no ar. O preço mais baixo parece uma poupança até se perceber o que ficou de fora.

É o mesmo padrão que existe no software: o valor visível raramente é o custo real. O raciocínio está desenvolvido em licenças ou um sistema próprio: como decidir.

De que depende o custo, factor a factor

Factor O que muda no trabalho Pergunta a fazer ao fornecedor
Páginas e idiomas Mais conteúdo para escrever, rever e manter Quantas páginas e idiomas estão incluídos, e o que acontece se forem precisos mais?
Conteúdo Textos, fotografias e documentos que já existem ou que têm de ser feitos de raiz Quem escreve, quem aprova e quantas rondas de revisão estão previstas?
Ligações Formulário ligado ao CRM, ao sistema de gestão ou ao correio electrónico Para onde vão os contactos que chegam pelo site e quem os vê?
Funcionalidades Áreas reservadas, portal de clientes, pesquisa, formulários mais complexos Que funcionalidades estão incluídas e quais são extra?
Desempenho e acessibilidade Velocidade, uso em telemóvel, utilização por pessoas com deficiência Que critérios a proposta se compromete a cumprir e como os confirma?
Manutenção Actualizações, segurança, cópias de segurança e evolução O que está incluído depois do lançamento e por quanto tempo?

Custo de arranque e custo ao longo do tempo

O que se paga para pôr o site no ar é uma parte do custo. Outra parte vem depois, e é a que mais falta nas comparações:

Item Quando se paga O que perguntar
Criação e lançamento Uma vez, no arranque O que está incluído e o que fica por fazer
Domínio e alojamento Periodicamente, enquanto o site existir Quem paga, em nome de quem estão registados e quando renovam
Manutenção e segurança Periodicamente Com que frequência há actualizações e cópias de segurança
Alterações de conteúdo Quando a empresa as pede O que a equipa faz sozinha e o que depende do fornecedor
Evolução Quando o negócio muda Como se acorda e se orça cada novo pedido

Um site cujo conteúdo a equipa consegue actualizar sozinha costuma depender menos do fornecedor do que um em que cada alteração de texto é um pedido ao fornecedor. É por isso que a pergunta sobre quem actualiza o conteúdo pesa tanto como a pergunta sobre o preço.

Modelo pronto ou site à medida

Há duas abordagens, e nenhuma é sempre a certa. Um modelo pronto, adaptado com os textos e as cores da empresa, é rápido de pôr no ar e serve quando as necessidades são simples e iguais às de muitas outras empresas. Um site à medida é desenhado a partir do que a empresa precisa que ele faça, e compensa quando tem de falar com outros sistemas ou quando os contactos têm de entrar num fluxo comercial. A decisão deve nascer do pedido escrito, e não da vontade de ter um site «diferente».

Desempenho e acessibilidade: duas referências públicas

Para estes dois critérios existem referências que tornam a conversa com o fornecedor mais concreta. Para o desempenho, a Google publica as Core Web Vitals, um conjunto de medidas centradas no carregamento, na interactividade e na estabilidade visual da página. Para a acessibilidade, o W3C mantém as WCAG 2.2, critérios escritos como afirmações testáveis e organizados em três níveis de conformidade: A, AA e AAA.

Convém que a proposta diga qual a referência que segue e como a verifica. Uma proposta que não menciona nenhuma deixa estes critérios ao acaso.

Como comparar propostas

  1. Escrever o pedido. Uma folha com o que o site tem de conseguir, quem o visita, que conteúdo já existe, com que sistemas tem de falar e quem o vai actualizar.
  2. Enviar o mesmo pedido a todos os fornecedores. Sem isso, cada proposta responde a uma pergunta diferente.
  3. Montar uma tabela de comparação. Os factores da tabela acima nas linhas, os fornecedores nas colunas e, em cada célula, «incluído», «extra» ou «não incluído».
  4. Perguntar pelo domínio e pelas contas de acesso. Ficam registados em nome da empresa?
  5. Pedir referências verificáveis. A própria Google, na documentação sobre como contratar um profissional de SEO, recomenda que se peçam referências a clientes anteriores. O conselho serve para qualquer fornecedor de site.

Sinais de alerta numa proposta

  • Promete o primeiro lugar nos resultados de pesquisa. A documentação da Google afirma que ninguém o pode garantir.
  • Não separa o que está incluído do que é extra.
  • Não diz em nome de quem fica registado o domínio.
  • Não descreve quem actualiza o conteúdo depois do lançamento.
  • Não indica prazos, nem quem aprova cada etapa.
  • Apresenta apenas um preço final, sem o decompor pelos factores acima.

O que o site tem de fazer, antes de se falar em preço

Muitas empresas têm um site que ninguém actualiza e que não traz contactos. A informação está desactualizada, cada alteração depende de uma só pessoa e, quando alguém escreve pelo formulário, a mensagem perde-se numa caixa de correio que ninguém vê. Nenhuma destas falhas se resolve com um site mais bonito.

Por isso a Nhoki parte do que o site tem de fazer pelo negócio: explicar o que se vende a quem decide a compra e transformar visitas em contactos. É a lógica da criação de sites para empresas, ligada a um CRM para que os contactos fiquem registados e tenham seguimento. O que é um CRM e para que serve está explicado em o que é um CRM. O lugar do site no conjunto do marketing está em o que é marketing digital numa empresa e como começar.

Por onde começar

Antes de pedir qualquer preço, convém escrever uma folha com cinco respostas: o que o site tem de conseguir, quem o visita, que conteúdo já existe, com que sistemas tem de falar e quem o vai actualizar. Com essa folha as propostas tornam-se comparáveis. Sem ela, comparam-se preços de coisas diferentes.

O Diagnóstico da Nhoki faz este trabalho com a equipa da empresa, com preço e prazo fechados. A empresa fica com o documento, avance ou não avance o projecto.

Perguntas frequentes

Um site mais caro é um site melhor?

Não necessariamente. Um valor mais alto pode reflectir mais páginas, mais ligações a outros sistemas ou manutenção incluída, e um valor mais baixo pode deixar tudo isso de fora. O que se compara é o âmbito de cada proposta, não o total.

O que deve constar de uma proposta de site?

Convém que conste o âmbito, com o que está incluído e o que é extra; os prazos e quem aprova cada etapa; quem actualiza o conteúdo depois do lançamento; e o que cobre a manutenção.

Um fornecedor pode garantir o primeiro lugar no motor de pesquisa?

Não. A documentação da Google para quem contrata serviços de SEO afirma que ninguém pode garantir o primeiro lugar nos resultados e aconselha a procurar outro profissional quando alguém o promete.