Quanto custa um site para empresa e como o escolher
Quanto custa um site para empresa não tem uma resposta única: o custo depende do que o site tem de fazer, e por isso só se comparam propostas que partam do mesmo pedido escrito. Os factores que mais pesam são o número de páginas e de idiomas, o conteúdo que já existe, as ligações a outros sistemas, as funcionalidades e quem trata da manutenção depois de o site estar no ar.
A Nhoki não publica preços de sites, justamente porque o valor depende destes factores. Este artigo explica como cada um mexe no custo e como comparar propostas sem se deixar guiar apenas pelo total.
Porque duas propostas para «o mesmo site» diferem tanto
Quando uma empresa pede «um site» a dois fornecedores sem mais detalhe, recebe duas propostas para dois sites diferentes. Um incluiu a escrita dos textos e o outro não. Um liga o formulário ao CRM e o outro limita-se a enviar um email. Um cobre a manutenção e o outro termina a relação no dia em que o site entra no ar. O preço mais baixo parece uma poupança até se perceber o que ficou de fora.
É o mesmo padrão que existe no software: o valor visível raramente é o custo real. O raciocínio está desenvolvido em licenças ou um sistema próprio: como decidir.
De que depende o custo, factor a factor
| Factor | O que muda no trabalho | Pergunta a fazer ao fornecedor |
|---|---|---|
| Páginas e idiomas | Mais conteúdo para escrever, rever e manter | Quantas páginas e idiomas estão incluídos, e o que acontece se forem precisos mais? |
| Conteúdo | Textos, fotografias e documentos que já existem ou que têm de ser feitos de raiz | Quem escreve, quem aprova e quantas rondas de revisão estão previstas? |
| Ligações | Formulário ligado ao CRM, ao sistema de gestão ou ao correio electrónico | Para onde vão os contactos que chegam pelo site e quem os vê? |
| Funcionalidades | Áreas reservadas, portal de clientes, pesquisa, formulários mais complexos | Que funcionalidades estão incluídas e quais são extra? |
| Desempenho e acessibilidade | Velocidade, uso em telemóvel, utilização por pessoas com deficiência | Que critérios a proposta se compromete a cumprir e como os confirma? |
| Manutenção | Actualizações, segurança, cópias de segurança e evolução | O que está incluído depois do lançamento e por quanto tempo? |
Custo de arranque e custo ao longo do tempo
O que se paga para pôr o site no ar é uma parte do custo. Outra parte vem depois, e é a que mais falta nas comparações:
| Item | Quando se paga | O que perguntar |
|---|---|---|
| Criação e lançamento | Uma vez, no arranque | O que está incluído e o que fica por fazer |
| Domínio e alojamento | Periodicamente, enquanto o site existir | Quem paga, em nome de quem estão registados e quando renovam |
| Manutenção e segurança | Periodicamente | Com que frequência há actualizações e cópias de segurança |
| Alterações de conteúdo | Quando a empresa as pede | O que a equipa faz sozinha e o que depende do fornecedor |
| Evolução | Quando o negócio muda | Como se acorda e se orça cada novo pedido |
Um site cujo conteúdo a equipa consegue actualizar sozinha costuma depender menos do fornecedor do que um em que cada alteração de texto é um pedido ao fornecedor. É por isso que a pergunta sobre quem actualiza o conteúdo pesa tanto como a pergunta sobre o preço.
Modelo pronto ou site à medida
Há duas abordagens, e nenhuma é sempre a certa. Um modelo pronto, adaptado com os textos e as cores da empresa, é rápido de pôr no ar e serve quando as necessidades são simples e iguais às de muitas outras empresas. Um site à medida é desenhado a partir do que a empresa precisa que ele faça, e compensa quando tem de falar com outros sistemas ou quando os contactos têm de entrar num fluxo comercial. A decisão deve nascer do pedido escrito, e não da vontade de ter um site «diferente».
Desempenho e acessibilidade: duas referências públicas
Para estes dois critérios existem referências que tornam a conversa com o fornecedor mais concreta. Para o desempenho, a Google publica as Core Web Vitals, um conjunto de medidas centradas no carregamento, na interactividade e na estabilidade visual da página. Para a acessibilidade, o W3C mantém as WCAG 2.2, critérios escritos como afirmações testáveis e organizados em três níveis de conformidade: A, AA e AAA.
Convém que a proposta diga qual a referência que segue e como a verifica. Uma proposta que não menciona nenhuma deixa estes critérios ao acaso.
Como comparar propostas
- Escrever o pedido. Uma folha com o que o site tem de conseguir, quem o visita, que conteúdo já existe, com que sistemas tem de falar e quem o vai actualizar.
- Enviar o mesmo pedido a todos os fornecedores. Sem isso, cada proposta responde a uma pergunta diferente.
- Montar uma tabela de comparação. Os factores da tabela acima nas linhas, os fornecedores nas colunas e, em cada célula, «incluído», «extra» ou «não incluído».
- Perguntar pelo domínio e pelas contas de acesso. Ficam registados em nome da empresa?
- Pedir referências verificáveis. A própria Google, na documentação sobre como contratar um profissional de SEO, recomenda que se peçam referências a clientes anteriores. O conselho serve para qualquer fornecedor de site.
Sinais de alerta numa proposta
- Promete o primeiro lugar nos resultados de pesquisa. A documentação da Google afirma que ninguém o pode garantir.
- Não separa o que está incluído do que é extra.
- Não diz em nome de quem fica registado o domínio.
- Não descreve quem actualiza o conteúdo depois do lançamento.
- Não indica prazos, nem quem aprova cada etapa.
- Apresenta apenas um preço final, sem o decompor pelos factores acima.
O que o site tem de fazer, antes de se falar em preço
Muitas empresas têm um site que ninguém actualiza e que não traz contactos. A informação está desactualizada, cada alteração depende de uma só pessoa e, quando alguém escreve pelo formulário, a mensagem perde-se numa caixa de correio que ninguém vê. Nenhuma destas falhas se resolve com um site mais bonito.
Por isso a Nhoki parte do que o site tem de fazer pelo negócio: explicar o que se vende a quem decide a compra e transformar visitas em contactos. É a lógica da criação de sites para empresas, ligada a um CRM para que os contactos fiquem registados e tenham seguimento. O que é um CRM e para que serve está explicado em o que é um CRM. O lugar do site no conjunto do marketing está em o que é marketing digital numa empresa e como começar.
Por onde começar
Antes de pedir qualquer preço, convém escrever uma folha com cinco respostas: o que o site tem de conseguir, quem o visita, que conteúdo já existe, com que sistemas tem de falar e quem o vai actualizar. Com essa folha as propostas tornam-se comparáveis. Sem ela, comparam-se preços de coisas diferentes.
O Diagnóstico da Nhoki faz este trabalho com a equipa da empresa, com preço e prazo fechados. A empresa fica com o documento, avance ou não avance o projecto.
Perguntas frequentes
Um site mais caro é um site melhor?
Não necessariamente. Um valor mais alto pode reflectir mais páginas, mais ligações a outros sistemas ou manutenção incluída, e um valor mais baixo pode deixar tudo isso de fora. O que se compara é o âmbito de cada proposta, não o total.
O que deve constar de uma proposta de site?
Convém que conste o âmbito, com o que está incluído e o que é extra; os prazos e quem aprova cada etapa; quem actualiza o conteúdo depois do lançamento; e o que cobre a manutenção.
Um fornecedor pode garantir o primeiro lugar no motor de pesquisa?
Não. A documentação da Google para quem contrata serviços de SEO afirma que ninguém pode garantir o primeiro lugar nos resultados e aconselha a procurar outro profissional quando alguém o promete.