Licenças ou um sistema próprio: como decidir
Não há uma resposta certa para todas as empresas. Há uma pergunta que decide: as licenças que a empresa paga resolvem mais do que custam? Quando a resposta é sim, o caminho é mantê-las e ligá-las entre si. Quando é não, compensa ter um sistema próprio. Este artigo explica como fazer essa conta sem se perder em detalhes técnicos.
O que se paga numa licença, e o que não se vê
O preço de uma licença é fácil de ler: um valor por utilizador ou por módulo. O custo real inclui outras coisas que não aparecem no preço:
- o tempo de quem copia dados entre ferramentas que não falam entre si;
- o trabalho que fica em folhas de cálculo porque o programa não o prevê;
- as mudanças do negócio que esperam pelo fornecedor, ou que nunca chegam;
- o custo que cresce a cada utilizador novo, mesmo que use pouco.
O que implica um sistema próprio
Um sistema próprio também tem custos: é preciso desenhá-lo, construí-lo e mantê-lo a evoluir. Em troca, ajusta-se à operação, reúne as áreas no mesmo sítio e muda quando o negócio muda. Não compensa para tudo: ninguém deve construir o que uma ferramenta de mercado já faz bem.
Os critérios que usamos
| Critério | Favorece licenças | Favorece um sistema próprio |
|---|---|---|
| Processo | Igual ao de muitas empresas do sector | Específico da vossa operação |
| Ligação entre áreas | Pouca troca de dados entre áreas | O mesmo dado atravessa várias áreas |
| Mudanças | O negócio muda pouco | O negócio muda com frequência |
| Trabalho fora do sistema | Pouco ou nenhum | Muito, em folhas de cálculo |
| Utilizadores | Poucos, cada um a usar muito | Muitos, cada um a usar pouco |
Nenhum critério decide sozinho. O que conta é o conjunto, e sobretudo o trabalho escondido que as licenças hoje obrigam a fazer.
Um caminho intermédio
Muitas vezes a resposta não é uma nem outra. Mantém-se a ferramenta que faz bem o seu trabalho, liga-se ao resto e constrói-se só a parte que nenhuma licença resolve. É o que fazemos na integração de sistemas e, quando o núcleo da operação o pede, num sistema de gestão à medida.
Como decidimos na Nhoki
Construímos à medida quando as licenças custam mais do que resolvem. Para o saber, não partimos da tecnologia: mapeamos a operação, contamos o trabalho escondido e só depois comparamos os caminhos. É a lógica da transformação digital que propomos: um sistema à medida da empresa no lugar de licenças soltas, com acompanhamento e evolução todos os meses.
Um passo pequeno
Façam uma lista das licenças que a empresa paga e, ao lado de cada uma, escrevam o que ainda se faz fora dela: em folhas de cálculo, em papel ou à mão. Se essa segunda coluna for maior do que a primeira, vale a pena fazer a conta com calma. Para perceber o que está em jogo antes de decidir, leiam o que é um ERP e quando é que uma empresa precisa de um.
O nosso Diagnóstico faz esta conta com quem conhece a operação, com preço e prazo fechados.
Perguntas frequentes
Um sistema próprio sai sempre mais caro?
Não necessariamente. Tem um custo de construção no início, mas não cresce por utilizador e elimina trabalho que as licenças obrigam a fazer à mão. A conta depende da operação, e é isso que o diagnóstico mede.
Podemos manter algumas licenças?
Sim, e muitas vezes é o mais sensato. Mantém-se o que funciona bem, liga-se ao resto e constrói-se só o que nenhuma licença resolve.