Antes da inteligência artificial, arrumar o processo
Há organizações a comprar ferramentas de inteligência artificial sem saber para quê. A ferramenta chega, ninguém a usa e o processo continua igual. Não é falha da tecnologia. É a ordem das coisas que está trocada.
O erro de começar pela ferramenta
Uma ferramenta de inteligência artificial trabalha sobre o que lhe dão: informação, regras, exemplos. Se a informação está espalhada, se as regras mudam consoante quem faz o trabalho e se ninguém sabe descrever o processo, a ferramenta herda a desarrumação. Só a torna mais rápida.
Por isso não propomos inteligência artificial a quem precisa primeiro de arrumar um processo. Não é uma questão de moda: é uma questão de retorno.
Três sinais de que ainda não é altura
- O processo não cabe numa página. Se ninguém o consegue descrever do princípio ao fim, ainda não está compreendido.
- A informação está em vários sítios e reescrita à mão. Antes de haver um assistente, tem de haver dados que se possam consultar.
- Não se sabe medir o que hoje custa. Sem um ponto de partida, nunca se saberá se a solução ajudou.
E quando é altura
Quando o processo é claro, repetido muitas vezes e assenta em informação acessível, a inteligência artificial pode fazer um trabalho real: automatizar tarefas, analisar dados ou apoiar quem decide com um assistente interno. Muitas vezes, porém, a resposta é uma integração ou uma automação simples, e dizemo-lo.
Um passo pequeno
Escolham um processo que consome tempo a mais e descrevam-no, por escrito, em meia página: quem faz o quê, com que informação e em que ordem. Se o texto sair fácil, o processo está pronto para ser discutido. Se sair difícil, já aprenderam onde está o problema.
O nosso Diagnóstico faz este trabalho com quem conhece a operação por dentro e devolve um mapa com prioridades.
Perguntas frequentes
A inteligência artificial é para a nossa empresa?
Provavelmente ainda não, e é por isso que não começamos por aí. Começamos por perceber onde está o tempo perdido. Se fizer sentido, o diagnóstico di-lo.
Por onde começar?
Por descrever, por escrito, um processo que consome tempo a mais: quem faz o quê, com que informação e em que ordem.