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Inteligência artificial

Antes da inteligência artificial, arrumar o processo

· 1 min de leitura · António Barbio

Há organizações a comprar ferramentas de inteligência artificial sem saber para quê. A ferramenta chega, ninguém a usa e o processo continua igual. Não é falha da tecnologia. É a ordem das coisas que está trocada.

O erro de começar pela ferramenta

Uma ferramenta de inteligência artificial trabalha sobre o que lhe dão: informação, regras, exemplos. Se a informação está espalhada, se as regras mudam consoante quem faz o trabalho e se ninguém sabe descrever o processo, a ferramenta herda a desarrumação. Só a torna mais rápida.

Por isso não propomos inteligência artificial a quem precisa primeiro de arrumar um processo. Não é uma questão de moda: é uma questão de retorno.

Três sinais de que ainda não é altura

  • O processo não cabe numa página. Se ninguém o consegue descrever do princípio ao fim, ainda não está compreendido.
  • A informação está em vários sítios e reescrita à mão. Antes de haver um assistente, tem de haver dados que se possam consultar.
  • Não se sabe medir o que hoje custa. Sem um ponto de partida, nunca se saberá se a solução ajudou.

E quando é altura

Quando o processo é claro, repetido muitas vezes e assenta em informação acessível, a inteligência artificial pode fazer um trabalho real: automatizar tarefas, analisar dados ou apoiar quem decide com um assistente interno. Muitas vezes, porém, a resposta é uma integração ou uma automação simples, e dizemo-lo.

Um passo pequeno

Escolham um processo que consome tempo a mais e descrevam-no, por escrito, em meia página: quem faz o quê, com que informação e em que ordem. Se o texto sair fácil, o processo está pronto para ser discutido. Se sair difícil, já aprenderam onde está o problema.

O nosso Diagnóstico faz este trabalho com quem conhece a operação por dentro e devolve um mapa com prioridades.

Perguntas frequentes

A inteligência artificial é para a nossa empresa?

Provavelmente ainda não, e é por isso que não começamos por aí. Começamos por perceber onde está o tempo perdido. Se fizer sentido, o diagnóstico di-lo.

Por onde começar?

Por descrever, por escrito, um processo que consome tempo a mais: quem faz o quê, com que informação e em que ordem.